
Como bem lembrou meu amigo João Luiz de Carvalho Botega, Zaffaroni disse no seu Inimigo no direito penal (p. 176-177): “Não esqueçamos que nossos próceres não tiveram vidas tranqüilas e, justamente por isso, Spee correu o risco de acabar na fogueira, Beccaria publicou seu livro anônimo, Pagano foi fuzilado, Marat morreu apunhalado na banheira, Rossi esfaqueado, circulou a lenda de que Feuerbach foi morto por envenenamento (o que não parece ser verdade), Romagnosi foi processado, Carmignani condenado ao desterro, Mello Freire denunciado à Inquisição, Lardizabal defenestrado e ignorado. Nada disso foi gratuito, mas deveu-se ao fato de que nenhum deles se curvou ao Zeitgeist. A academia glorifica hoje a memória de muitos deles, embora esqueça injustamente outros, mas, por outro lado, não conhecemos nenhuma universidade, departamento ou instituto que leve o nome de Torquemada”.
Doutor Alexandre, queria saber a sua explicação para esse fenômeno que parece não ter fim, os justiceiros que se acham Torquemada e parecem que só conhecem aquela doutrina ultrapassada e repressiva que lhes convém.
ResponderExcluirÉ a força da imprensa que os convenceu? É o hábito? Preguiça? ...